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Segunda, 22 Fevereiro 2010

De volta ao Eñe

Há meses atrás, contei  aqui que nas duas vezes em que estive no Eñe (uma em São Paulo, outra na nova filial carioca), não saí exatamente entusiasmada. Queria voltar pra tirar a prova dos nove. Dia desses, voltei.

O cenário da casa carioca, que fica praticamente debruçada sobre as areias da praia de São Conrado, é inspirador. 

O salão, além de lindo, não poderia estar mais integrado ao entorno, o que se percebe melhor à luz do dia. Os janelões de vidro permitem que a luz natural invada o ambiente e a paisagem se fique ainda mais presente. A orla do Rio de Janeiro, tão mal aproveitada, precisa de mais restaurantes que a valorizem assim.

Fizemos uma seleção de tapas quentes. A famosa e boa versão das batatas bravas, aparentemente inspiradas nas de Sergi Arola. Mais uma versão de uma tapa tradicional, o polvo à galega, esta, no entanto, não tão bem sucedida. A batata estava insossa, o polvo também pedia mais de sabor. E puxar os dois juntos no palitinho não era das tarefas mais fáceis, talvez porque a batata estivesse pouco macia.

As croquetas de jamón estavam uma delícia. E os ravioles de castanha com foie gras eu continuo achando uma das melhores coisas da casa.

Para o principal, a vontade era de arrozes. Arroz negro com lulas e lagostins. Arroz de pato com feijão Santarém. Ambos muito bons.

Para encerrar, turrón gelado com amêndoas, simples e bom.  E a esfera de chocolate com café e laranja, que era divertida e até gostosa, mas seria melhor se o molho fosse mais espesso e com sabor de café mais pronunciado.

Saí do Eñe com a mesma sensação das outras visitas. A de que se trata de um bom restaurante, mas não mais que isso. Talvez a dificuldade seja minha, mas ainda não consegui enxergar na casa os atributos que justifiquem os elogios rasgados da crítica. Quem sabe o tempo ainda me convença do contrário...

 

Eñe – Av. Prefeito Mendes de Moraes 222
(no hotel Intercontinental) – São Conrado
www.enerestaurante.com.br

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